Uma de minhas últimas leituras foi O Conde de Monte Cristo, obra-prima absoluta de Alexandre Dumas. A trama lida com as desventuras de Edmond Dantes que, tragado por uma espiral de injustiças, decide restabelecer a ordem se colocando no lugar da Providência Divina. O que Edmond não percebe é sua confusão interior ao tomar vingança por justiça e, pior ainda, querer se colocar no lugar de Deus. No final, Dantes consegue a tão sonhada redenção através do caminho que o leva à misericórdia e ao amor.
Outra obra que me fez entender melhor a Providência Divina foi O Grande Teatro do Mundo, de Calderón de la Barca, um dos expoentes máximos do Século de Ouro espanhol. Trata-se de uma trama em torno da alegoria do mundo como teatro, sendo Deus o Autor que organizou o cenário e distribuiu os diferentes papéis entre os homens. Ao contemplar os comportamentos humanos diante das mais variadas circunstâncias da vida, o Autor afirma:
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